sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meu. Minha.




É bom dizer que eu tenho e que eu não quero conclusões (sim, ambíguo assim!).
Você não tem ideia (sim, talvez você tenha) do meu medo, do meu receio, de me perder em você, de me perder em todo sentimento que não for originado e alimentado apenas por mim, como quando a gente vê algo lindo e singelo na paisagem urbana e fica feliz, satisfeita; isso é de mim para mim, para comigo. Mas você e eu, é você e é eu, somos nós dois, você sabe. Quando o sentimento é compartilhado, vem das duas partes... Poxa, isso me dá um medo tremendo! Parece que tudo que é meu vai misturar com que é seu e vice-versa, dá uma medo tremendo, novamente, de perde me perder, de perder tudo, inclusive você. Eu tenho medo de destruir a gente por te querer, por te querer comigo, aqui do meu ladinho, aqui dentro daquele orgão pulsante.
Medo, viu? A gente tenta viver fingindo que ele não está bem aqui ao lado ou realmente, profundamente, o enfrentando, cara a cara. E não, não me venha com discursinhos sobre coragem, entendeu? Isso é relativo. Não preciso de pseudo-coragem, nem de coragem como provação... Preciso apenas de coragem para continuar sentindo e não sair correndo sem me despedir, sem me explicar; até porque eu odeio me explicar, é assim e pronto. Me explicar em quê, pra quê?! Ah, não. Não mesmo!
Às vezes é isso mesmo, sentir mais e entender menos.
Mas eu não quero, não quero me perder de mim, de tudo que eu sou, de tudo que eu agrego, de tudo que eu desejo profundamente, de tudo, de tudo que eu sou. Não quero e não vou! Começa por aí.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Livre.



"Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na dispensa..."
Pois é, e aquela cena tá guardada, coração registrou. É minha, só minha. Vou guardar entre outras tantas para quando eu precisar de doçura.

Mas num determinado dia é assim, você acorda e está livre. Não é esperado. O celular desperta, a música toca e não existe mais nada, seu transe acabou e você foi desperta. Ainda bem!
Que venha o próximo encanto, o próximo transe!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Características encontradas?


Um rosto barbado onde quase ficam perdidas as expressões, ou se intensificam.

Expressão de drogado onde os olhos murchos, ou grandes como bolas de gude, lhe penetram o corpo.

Um ar decidido e paradoxalmente perdido.

E um coração de poeta, de poeta intenso... Daqueles que se perdem no meio das frases, mas se calam na intensidade do sentir.

Ah, e o sexo... O fazia como se sua vida estivesse prestes a se esvair naquela dureza toda.